Sempre fui leitora, mas há quase três anos além de ser leitora comecei a participar mais ativamente do processo de publicação do objeto LIVRO através do contato que tive com editoras, trabalhando como divulgadora escolar de obras literárias. Para quem não vive esta experiência, dizer que o LIVRO É CARO é uma coisa comum.
De fato, algumas obras que vemos no mercado possuem um valor elevado, se tivermos como base o salário mínimo. No entanto, na via oposta, há obras muito acessíveis, custando menos de R$ 10,00, valor que muitas vezes as pessoas gastam em uma mesa de bar, comprando duas cervejas, para satisfazer um prazer imediato. A Literatura é um prazer que não se esgota. O que acontece no caso do livro, como muito bem observa o escritor Caio Riter em seu "A formação do leitor literário em casa na Escola" (Editora Biruta, 2010, 104 páginas) é que livro não é considerado uma necessidade, por isso achamos caro. Por isso tiramos xerox ao invés de comprar a obra completa,com todo o recurso editorial que a compõe. Não prestigiamos o autor da obra, que com estes processos "atravessados" acaba não recebendo (sim, falo de valores em reais) sobre o produto do seu trabalho (sim, escritor trabalha, e muito, para publicar o seu texto).
Por mais que a obra literária pertença também ao seu leitor, que lhe dará uma significação própria, não podemos esquecer que, para que ela existisse, lá atrás havia um escritor que tornou possível esta catarse. É justo que ele receba por seu precioso trabalho. Trabalho que nem sempre é valorizado como deveria. Trabalho que não pode ser feito por "qualquer um", embora muita gente pense poder fazer igual ou semelhante. Já cheguei ao absurdo de ler de um "aspirante a escritor" que o motivo que o fazia pensar nesta carreira era poder PARAR DE TRABALHAR, ficar só em casa refletindo e escrevendo e vivendo somente disso. Isso mostra que a pessoa não tinha a menor noção de o que é ser escritor. Existe todo um glamour em torno desta palavra, as pessoas quando falam em ser escritor acreditam que do dia para noite virarão best-sellers, venderão bilhões de cópias e ficarão vivendo dos frutos de seus direitos autorais com muito conforto. A realidade é muito mais dura do que isso, sinto informar. Se é fato que existem escritores que ganham rios de dinheiro (raríssimos e a grande maioria destes são autores de não-ficção e auto-ajuda) é fato também que existe uma verdadeira legião de escritores que precisa ter um emprego (normal, de carteira assinada, horários e tudo) para poder se sustentar. Vale lembrar que Moacyr Scliar nunca deixou de ser médico embora fosse um imortal da ABL premiadíssimo. Muitos escrevem em jornais como colunistas ou mesmo são jornalistas, são professores, são médicos, enfim. Viver Literatura é um sonho almejado por muitos, mas alcaçado por poucos. E os que alcançam este patamar são aqueles que foram persistentes o suficiente para não desistir no meio do caminho tão tortuoso. Para se ter uma ideia, as edições são feitas, geralmente, em tiragens de 3.000 exemplares e leva-se ANOS para esgotá-las. Não é nada fácil.
Contudo, é necessário que aquele que se diz leitor reveja sua postura diante deste objeto que tanto o atrai - O LIVRO. Fico entristecida sempre que ouço a frase "livro é caro", pois para mim revela muito mais do que a pessoa não ter dinheiro para comprá-lo, revela a sua total falta de interesse nele. Isso fica mais evidente se formos analisar a forma como cada um gasta o seu dinheiro. Tenho plena convicção de que, se a pessoa é mesmo um apreciador de boas obras, poderá mensalmente separar um valor para comprar um livro e montar sua biblioteca. Espero que um dia todo mundo conheça o prazer de ter uma estante recheada de bons títulos literários. Agora, se comprar livros lhe causar dor, sinto informar, mas você NÃO É leitor.
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terça-feira, 12 de abril de 2011
domingo, 30 de maio de 2010
Livros lidos em maio





Depois de alguns meses sendo relapsa com as minhas leituras, resolvi mergulhar nas páginas de livros infanto-juvenis neste mês de maio:
1. Ponte para Terabítia, de Katherine Paterson (Moderna, 2006): era a leitura da Confraria das reinações de maio. Este livro me emocionou de muitas formas. Não vi o filme ainda, mas estou curiosa...
2. O fazedor de velhos, de Rodrigo Lacerda (Cosac & Naify, 2008): depois de umas 4 páginas já começamos a entender por que este livro foi o vencedor do prêmio Jabuti. Simplesmente maravilho!
3. Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll (Cosac & Naify, 2009): uma doideira né? Mas aquele parágrafo final sintetiza tudo o que eu buscava de explicação para esta obra: quando crescemos deixamos de lado nossa capacidade de acreditar em maravilhas e de vivê-las (pelo menos para mim a mensagem que ficou foi essa).
4. O tesouro iluminado, de Caio Riter (Artes e Ofícios, 2010): uma história sensível de amizade que ensina o respeito ao próximo e a liberdade de cada um. Breve nas melhores livrarias!
5. A cor das coisas findas, de Caio Riter (Artes e Ofícios, 2010): uma aventura divertida e cheia de mistérios. Vale a leitura!
6. Começando a ler Os meninos da rua Paulo, de Ferenc Molnár (Cosac & Naify, 2005)...
segunda-feira, 17 de maio de 2010
domingo, 22 de novembro de 2009
Pedro Malazarte e a arara gigante
sábado, 31 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
Livro Clip
A utilização de novas mídias é uma realidade em todas as áreas. A Literatura não poderia ficar de fora. Participei neste sábado do 1º Seminário O Negócio do Livro, promovido pelo Clube dos Editores do RS. Confesso que não conhecia este site aqui mas é muitissimo interessante e mostra como as diversas mídias devem, cada vez mais, andar de mãos dadas.
Apreciem!
Apreciem!
sexta-feira, 24 de julho de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Harry Potter e o Enigma do Príncipe - O filme
Finalmente. Desde o ano passado esperando e finalmente assisti o filme hoje. Gostei.
Este foi o primeiro dos filmes do Harry que eu vi depois de ter lido o livro. Os outros todos eu li o livro depois de já ter visto o filme e é bem interessante comparar, sim, os dois formatos. Insisto que não devemos renegar o filme (ou os filmes) por não ser "fiel" ao que é relatado nos livros. Cinema e Literatura são duas formas totalmente diferentes, é outra linguagem. Na Literatura a palavra é o que nos basta, é o mais importante, do resto a nossa imaginação se encarrega. Já no cinema estamos VENDO o que acontece, por isso muitas vezes as explicações são desnecessárias. Entendo perfeitamente os roteiristas, como disse hoje para a Cê. É impossível colocar todos os fatos, tais e quais são descritos nos livros, em apenas 2h20min de filme.
Quando lemos os livros imaginamos aquelas cenas acontecendo, chegamos mesmo a pensar em alguns momentos que o nosso "roteiro" seria melhor do que o que foi mostrado, mas sempre dou um crédito para os caras da produção, que no final das contas acabaram escolhendo as melhores cenas(ou pelo grande parte delas)para mostrar na tela grande.
Acho que aqueles que esperam ir ao cinema para ver o livro devem ficar em casa. Existem sim inclusões de cenas que não existiram na história original, subtração de outras tantas cenas que talvez devessem ter entrado, troca de personagens em algumas ações, mas para quem busca entretenimento é uma excelente pedida, ainda mais para quem gosta das histórias que se passam em Hogwarts e leu a saga até o fim. Pois embora a história pareça distorcida em alguns momentos, não podemos negar que chegamos mesmo acreditar que aquele mundo mágico é possível de existir. E que venham as Relíquias da Morte!

Destaque para os romances adolescentes, que deram um charme todo especial para a história, tanto no livro quanto no filme. Tempo bom que não volta nunca mais! Nos meus romances adolescentes eu sempre sofria, mas como era bom ver qualquer sinal de estar sendo correspondida no mais simples gesto da pessoa amada (da vez hehehe). Isso que dava graça ir pra aula todo dia... Como a gente é bobinho na adolescência né? Mas é tão legal ao mesmo tempo! Saudades... Acho que é por isso que eu torço tanto pro Rony e a Hermione ficarem juntos de uma vez! ô coisa empacada! Até eu era mais ligeira na minha época! Tá loko!
Este foi o primeiro dos filmes do Harry que eu vi depois de ter lido o livro. Os outros todos eu li o livro depois de já ter visto o filme e é bem interessante comparar, sim, os dois formatos. Insisto que não devemos renegar o filme (ou os filmes) por não ser "fiel" ao que é relatado nos livros. Cinema e Literatura são duas formas totalmente diferentes, é outra linguagem. Na Literatura a palavra é o que nos basta, é o mais importante, do resto a nossa imaginação se encarrega. Já no cinema estamos VENDO o que acontece, por isso muitas vezes as explicações são desnecessárias. Entendo perfeitamente os roteiristas, como disse hoje para a Cê. É impossível colocar todos os fatos, tais e quais são descritos nos livros, em apenas 2h20min de filme.
Quando lemos os livros imaginamos aquelas cenas acontecendo, chegamos mesmo a pensar em alguns momentos que o nosso "roteiro" seria melhor do que o que foi mostrado, mas sempre dou um crédito para os caras da produção, que no final das contas acabaram escolhendo as melhores cenas(ou pelo grande parte delas)para mostrar na tela grande.
Acho que aqueles que esperam ir ao cinema para ver o livro devem ficar em casa. Existem sim inclusões de cenas que não existiram na história original, subtração de outras tantas cenas que talvez devessem ter entrado, troca de personagens em algumas ações, mas para quem busca entretenimento é uma excelente pedida, ainda mais para quem gosta das histórias que se passam em Hogwarts e leu a saga até o fim. Pois embora a história pareça distorcida em alguns momentos, não podemos negar que chegamos mesmo acreditar que aquele mundo mágico é possível de existir. E que venham as Relíquias da Morte!
Destaque para os romances adolescentes, que deram um charme todo especial para a história, tanto no livro quanto no filme. Tempo bom que não volta nunca mais! Nos meus romances adolescentes eu sempre sofria, mas como era bom ver qualquer sinal de estar sendo correspondida no mais simples gesto da pessoa amada (da vez hehehe). Isso que dava graça ir pra aula todo dia... Como a gente é bobinho na adolescência né? Mas é tão legal ao mesmo tempo! Saudades... Acho que é por isso que eu torço tanto pro Rony e a Hermione ficarem juntos de uma vez! ô coisa empacada! Até eu era mais ligeira na minha época! Tá loko!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Sugestão de Leitura...

De carona, com nitro
Autor: Luís Dill
Categoria: Infanto-Juvenil
ISBN: 978-85-7421-159-6
Formato: 14 X 21 X 0,8 cm 128 páginas, ilustrado
por R$ 27,00
De carona, com nitro é uma história de ficção, pura ficção. Pode, porém, ser história real; pode tornar-se verdade numa madrugada qualquer, depois de uma festa bacana, uma balada...
A história narrada por Luís Dill traz personagens simples, pessoas que encontramos todos os dias: jovens que frequentam a escola, divertem-se em festas, navegam na internet e fazem planos; pais que esperam a volta dos filhos, desejando-lhes o melhor e mais longo dos futuros. É a história de várias vidas que se entrelaçam numa trama que as levará até a tragédia: mortes anunciadas ao longo do texto. Uma história que prende o leitor e quer alertá-lo: fique vivo, fique vivo!
De carona, com nitro é o primeiro livro de uma série que tem como objetivo apresentar aos leitores histórias de ficção que querem alertá-los. Não pretende julgar ou pregar moral. Quer provocar a reflexão, levando cada leitor — o jovem que sai para a balada e o pai que espera seu retorno — a pensar sobre alguns assuntos que por vezes negam: isso não é comigo.
extraído de www.arteseoficios.com.br
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Édipo

Seguinte, sábado fui assistir ÉDIPO no Teatro Renascença. Simplesmente maravilhoso. Eu nunca tinha assistido a encenação de uma tragédia grega e após ter assisitdo admiro ainda mais aquele povo! Que ESPETÁCULO! Daqueles que te prendem na cadeira e te fazem nem piscar os olhos. Atuações sensacionais que conseguiram arrancar lágrimas dos olhos de uma pessoa conhecida por ter um coração de pedra! Vale muito! Pena que era já o último final de semana, o que justifica os ingressos esgotados. Tivemos sorte de conseguir lugar nas cadeiras extras!
Fiquei com vontade de ver de novo, inclusive. O espetáculo tem quase 2h30min de duração. Se voltar a cartaz certamente irei!
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